Manaus, 10 de setembro de 2010 APROVAR - ANO VI - APOSTILA n.° 7 Apostilas Aprovar V
  Concepção pedagógica
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O Aprovar está comprometido com um processo em que a aprendizagem é entendida e praticada como aquisição de capacidades que permitem aperfeiçoar, de forma dinâmica, o nosso modo de viver, não no sentido de acumulação conceitual e mecânica de dados e conhecimentos. O objetivo fundamental da aprendizagem que pretendemos instruir, portanto, deve ser sempre o da transformação de capacidades potenciais em capacidades reais. Não se pode pensar preparação para o vestibular sem que esse foco esteja perfeitamente ajustado.

Com efeito, o trabalho dos professores é demandado para levar o aluno a empreender o esforço de atribuir ao conceito um conjunto de idéias, apresentando correlações concretas que permitam o aproveitamento do saber que o aluno já possui, permitindo-lhe autonomizar-se diante de situações-problema próprias do exame vestibular. Para tanto, a exploração de imagens bem selecionadas (considerando que o Aprovar utiliza-se de estratégias audiovisuais) e a interdisciplinaridade apresentam-se como excelentes recursos.

Uma articulação orgânica entre os meios do Aprovar, garantindo a autonomia de cada um e os espaços de intercomplementaridade entre eles, deve ser encarada como tarefa prioritária nesta terceira edição do Projeto.

Em função dos limites, da natureza e dos objetivos do Aprovar, as ações extrameios (presenciais, como as visitas às escolas e o Simuladão) objetivam envolver professores, alunos e setores organizados da sociedade, levando-os a empreender esforços próprios, articulando seus objetivos, individuais e/ou comunitários, aos do Aprovar.

O contexto do Aprovar é dado pelo esforço teórico e prático de estabelecer a importância essencial da educação para o horizonte de oportunidades de desenvolvimento no Estado do Amazonas. Com base nisso, convém ir além do discurso acadêmico.

Antes de tudo, é fundamental compreender que o foco principal dos esforços do Projeto não está voltado prioritariamente para a demonstração de conhecimentos teóricos, embora tais conhecimentos estejam presentes como pressupostos do trabalho, cujo arcabouço requer tanto análises de educadores como um olhar sociológico para divisar um tipo de realidade, compreender a mensagem moderna da educação, reconhecer e precisar os desafios ora pertinentes.

O trajeto metodológico do Projeto supõe movimentos entre compreender e propor, desde uma abordagem mais interdisciplinar da inter-relação entre desenvolvimento e educação, até modos de ser e fazer na universidade e na escola.

Por meio de sua agenda, a UEA dá movimento à idéia de que a educação não pode fugir ao aprimoramento técnico, fazendo convergir fins institucionais e avanço tecnológico. Modernamente, a forma mais eficaz de realizar essa articulação é saber comandar ciência e tecnologia, cuidando sempre de manter a educação em posição dianteira.

Não se pode resumir o ganho da adoção de tal postura apenas no reflexo imediato da enorme ampliação do raio de alcance da ação institucional. Só por isso, já representaria bastante. Mas esses modos de existir representam, também, a abertura de espaços adequados à fundamentação teórica, ao desenvolvimento de uma identidade amazônica, a tradições peculiares de produtividade e de pesquisa voltada aos interesses regionais e às “necessidades de criar outra tradição intelectual que abranja a complexidade de relações indicadas como ilustração de um conjunto de problemas novos que a Amazônia põe para o mundo (...)”, (SILVA & FREITAS, 2000, p. 182).
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